Para não deixar o Releitura passar em branco no segundo semestre de 2009, resolvi fazer uma breve retrospectiva da minha rotina-louca deste ano. Certamente este foi o período mais difícil e corrido desde que entrei na graduação, pois além da faculdade, tive muitos contratempos em casa e trabalhos extras. Apesar disso passei por ótimos momentos e espero que 2010 venha cheio de desafios. Aproveito para deixar um grande abraço para os (poucos) leitores que ainda me restam e que cobram atualizações! Obrigada. Bom final de ano para todos vocês!
Janeiro: passei o ano novo sentadinha em uma cadeira, vendo os fogos de artifício e os milhares de turistas de Balneário Camboriú se embebedando. Idas e vindas incessantes de Blumenau – o médico que assumiu o tratamento da minha lesão no joelho atende lá. Calor, muito calor. Após exames e intervenção médica, iniciei a maratona de hidroterapia (hidro+fisioterapia). No tempo ocioso – eu ainda não andava, imobilizada – escrevi um projeto sócio cultural para a Prefeitura de Cascavel (PR). Registrei e assinamos parceria, mas as burocracias políticas foram maiores e o projeto está engavetado.
Fevereiro: com meu amigo e companheiro de Blog dos Desabrigados de Itajaí, visitei a Casa da Criança, em Balneário Camboriú, para doar o restante dos presentes de Natal que recolhemos em 2008. Diagramei um livro para a Editora Casa Aberta. Fui contratada pelo Setor de Arte e Cultura da Univali para realizar as atividades de assessoria de imprensa e curadoria de exposições em Itajaí. Estreei como apresentadora do Programa Mix Cultural na Rádio Univali 94,9FM - ao vivo para 33 cidades. Iniciaram as aulas da graduação.
Março: Lembro de algumas boas entrevistas que fiz para a graduação e no Mix Cultural. Coloquei no ar o Blog do Setor de Arte e Cultura Univali. O restante: não vi passar.
Abril: Além da hidroterapia, comecei o tratamento de acupuntura com o Dr. Haroldo (meu anjo da guarda) para a lesão no joelho. Ainda caminhava com muita dificuldade. Quem me viu passando pelas escadas da Univali sabe o quanto sofri. Apesar disso, consegui ir a Blumenau assistir o ‘Diálogos Universitários’ com o jornalista Caco Barcellos – mais para rever amigos do que para lamber o ego do Profissão Repórter. Gravamos o REC – Revista Eletrônica Cultural – para a disciplina de Telejornalismo, uma das melhores experiências na direção e produção cultural em TV que compartilhei com colegas da TV Univali.
Maio: peguei uma infecção que derrubou-me na primeira quinzena do mês. Fiz excelentes contatos e emplacamos muito material do Grupo de Dança Univali (faço assessoria desde 2007) na imprensa local e nacional. Assisti “Cruel”, espetáculo da Cia Deborah Colker, em Florianópolis. Tive o prazer de ver meu colega bailarino Mauro Sérgio ser aprovado para subir ao palco do 4º Múltipla Dança – Seminário Internacional de Dança Contemporânea, que em 2009 celebrou o Ano da França no Brasil. Conheci aquele que hoje é meu parceiro de treino na academia, amigo e incentivador.
Junho: assisti um filme que não está no circuito comercial, mas que merece cada segundo da atenção de vocês, leitores: The Fall. Fotografei o show da cantora Joanna, em prol do Hospital Pequeno Anjo. Gravei um mini-documentário sobre ritmos africanos no Conservatório de Mùsica Popular de Itajaí. Conheci de perto o trabalho do artista plástico Nestor Jr. Na graduação, gravei um programa de rádio temático para o público nerd – supimpíssimo!
Julho: cobri a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty – pelo twitter. Fiz uma maratona de idas ao Fórum de Itajaí para apurar um crime para o “livro reportagem” da graduação, entrevistei personagens emocionantes. Organizei a exposição do artista plástico Nestor Jr. no Espaço Cultural Univali. Sucesso. Fui para São Paulo participar do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji – 6 dias de aprendizado intenso. Cabeça nova. A convite do editor Guilherme Azevedo, publiquei um texto no Jornalirismo. Acompanhei o Grupo de Dança Univali no Festival de Dança de Joinville. Revi uma dezena de amigos. Abracei. Participei do lançamento do livro 2º Seminários da Dança (um dos artigos é de minha co-autoria).
Agosto: passei pelo pior inferno astral da vida. Tive uma crise de identidade e noites em claro tentando decidir um tema para o Trabalho de Conclusão de Curso. Iniciei um contato mais próximo com a direção da Revista Brasileiros (hoje, meu objeto de estudo do TCC). Assisti a seleção de filmes da Mostra Jodorowsky de Cinema, promovida pelo SESC SC. Apostei em projetos com o Grupo de Dança Univali e participei de um encontro importante com o Reitor da universidade. Mergulhei de cabeça na biblioteca, atrás de autores dos Estudos Culturais.
Setembro: meu aniversário. Enlouquecida entre leituras e trabalhos de assessoria de imprensa. Dei um pulo na Semana de Jornalismo da UFSC. Não participei da Semana da Comunicação da Univali (programação nota zero). Promovi e trabalhei no 5º Festival Cultural Univali. Terminei o namoro.
Outubro: me permiti dizer muitos nãos. Fui algumas vezes à livraria Casa Aberta. E à praia. Comecei a nadar toda sexta-feira. Afundei-me entre livros da fundamentação teórica do TCC. Assisti o espetáculo teatral ‘A Noite dos Palhaços Mudos’, concorrente ao Prêmio Bravo! de Cultura.
Parênteses:
Fiquei 11 dias em São Paulo para cobrir/assistir/participar da 33ª Mostra Internacional de Cinema. 23 filmes em 10 dias. Visitei várias livrarias e exposições paulistanas. Fui ao Sujinho comer batata-frita. E ao Piola tomar Mojito. E ao Sonique dançar música pop. Tive o prazer de conhecer/conviver com a equipe do Estadão. Ganhei livros do Piza. Encontrei o Kotscho na fila do Reserva Cultural. Esbarrei com o Supla na Av. Paulista. Tive também a (imensa) honra de visitar e conversar com Hélio Campos de Melo, diretor da Revista Brasileiros – graças ao jornalista e amigo Mário José da Silva, que é parceiro de twitter e (foi) diretor de circulação e assinaturas da publicação.
Novembro: escrevi uma crônica esportiva sobre F1 (um dos meus vícios esportivos). Escrevi, escrevi e escrevi o projeto do TCC. Fiz provas inúteis. Comi muita pizza. E batata-frita do Mania´s. Gravei gavetas do Mix Cultural para o mês seguinte. Recebi telefonemas. Sumi em alguns finais de semana. Assumi, junto com a Marina Melz, a assessoria do artista plástico Nestor Jr. e do Estiloarte Ateliê.
Dezembro: já passou?!








