Retrospectiva 2009

Dezembro 24, 2009

Para não deixar o Releitura passar em branco no segundo semestre de 2009, resolvi fazer uma breve retrospectiva da minha rotina-louca deste ano. Certamente este foi o período mais difícil e corrido desde que entrei na graduação, pois além da faculdade, tive muitos contratempos em casa e trabalhos extras. Apesar disso passei por ótimos momentos e espero que 2010 venha cheio de desafios. Aproveito para deixar um grande abraço para os (poucos) leitores que ainda me restam e que cobram atualizações! Obrigada. Bom final de ano para todos vocês!

Janeiro: passei o ano novo sentadinha em uma cadeira, vendo os fogos de artifício e os milhares de turistas de Balneário Camboriú se embebedando. Idas e vindas incessantes de Blumenau – o médico que assumiu o tratamento da minha lesão no joelho atende lá. Calor, muito calor. Após exames e intervenção médica, iniciei a maratona de hidroterapia (hidro+fisioterapia). No tempo ocioso – eu ainda não andava, imobilizada – escrevi um projeto sócio cultural para a Prefeitura de Cascavel (PR). Registrei e assinamos parceria, mas as burocracias políticas foram maiores e o projeto está engavetado.

Fevereiro: com meu amigo e companheiro de Blog dos Desabrigados de Itajaí, visitei a Casa da Criança, em Balneário Camboriú, para doar o restante dos presentes de Natal que recolhemos em 2008. Diagramei um livro para a Editora Casa Aberta. Fui contratada pelo Setor de Arte e Cultura da Univali para realizar as atividades de assessoria de imprensa e curadoria de exposições em Itajaí. Estreei como apresentadora do Programa Mix Cultural na Rádio Univali 94,9FM - ao vivo para 33 cidades. Iniciaram as aulas da graduação.

Março: Lembro de algumas boas entrevistas que fiz para a graduação e no Mix Cultural. Coloquei no ar o Blog do Setor de Arte e Cultura Univali.  O restante: não vi passar.

Abril: Além da hidroterapia, comecei o tratamento de acupuntura com o Dr. Haroldo (meu anjo da guarda) para a lesão no joelho. Ainda caminhava com muita dificuldade. Quem me viu passando pelas escadas da Univali sabe o quanto sofri. Apesar disso, consegui ir a Blumenau assistir o ‘Diálogos Universitários’ com o jornalista Caco Barcellos – mais para rever amigos do que para lamber o ego do Profissão Repórter. Gravamos o REC – Revista Eletrônica Cultural – para a disciplina de Telejornalismo, uma das melhores experiências na direção e produção cultural em TV que compartilhei com colegas da TV Univali.

Maio: peguei uma infecção que derrubou-me na primeira quinzena do mês. Fiz excelentes contatos e emplacamos muito material do Grupo de Dança Univali (faço assessoria desde 2007) na imprensa local e nacional. Assisti “Cruel”,  espetáculo da Cia Deborah Colker, em Florianópolis.  Tive o prazer de ver meu colega bailarino Mauro Sérgio ser aprovado para subir ao palco do 4º Múltipla Dança – Seminário Internacional de Dança Contemporânea, que em 2009 celebrou o Ano da França no Brasil. Conheci aquele que hoje é meu parceiro de treino na academia, amigo e incentivador.

Junho: assisti um  filme que não está no circuito comercial, mas que merece cada segundo da atenção de vocês, leitores: The Fall. Fotografei o show da cantora Joanna, em prol do Hospital Pequeno Anjo. Gravei um mini-documentário sobre ritmos africanos  no Conservatório de Mùsica Popular de Itajaí.  Conheci de perto o trabalho do artista plástico Nestor Jr. Na graduação, gravei um programa de rádio temático para o público nerd – supimpíssimo!

Julho: cobri a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty – pelo twitter. Fiz uma maratona de idas ao Fórum de Itajaí para apurar um crime para o “livro reportagem” da graduação, entrevistei personagens emocionantes. Organizei a exposição do artista plástico Nestor Jr. no Espaço Cultural Univali. Sucesso. Fui para São Paulo participar do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji – 6 dias de aprendizado intenso. Cabeça nova. A convite do editor Guilherme Azevedo, publiquei um texto no Jornalirismo. Acompanhei o Grupo de Dança Univali no Festival de Dança de Joinville. Revi uma dezena de amigos. Abracei. Participei do lançamento do livro 2º Seminários da Dança (um dos artigos é de minha co-autoria).

Agosto: passei pelo pior inferno astral da vida. Tive uma crise de identidade e noites em claro tentando decidir um tema para o Trabalho de Conclusão de Curso. Iniciei um contato mais próximo com a direção da Revista Brasileiros (hoje, meu objeto de estudo do TCC). Assisti a seleção de filmes da Mostra Jodorowsky de Cinema, promovida pelo SESC SC. Apostei em projetos com o Grupo de Dança Univali e participei de um encontro importante com o Reitor da universidade. Mergulhei de cabeça na biblioteca, atrás de autores dos Estudos Culturais.

Setembro: meu aniversário. Enlouquecida entre leituras e trabalhos de assessoria de imprensa. Dei um pulo na Semana de Jornalismo da UFSC. Não participei da Semana da Comunicação da Univali (programação nota zero). Promovi e trabalhei no 5º Festival Cultural Univali. Terminei o namoro.  

Outubro: me permiti dizer muitos nãos. Fui algumas vezes à livraria Casa Aberta. E à praia. Comecei a nadar toda sexta-feira. Afundei-me entre livros da fundamentação teórica do TCC. Assisti o espetáculo teatral ‘A Noite dos Palhaços Mudos’, concorrente ao Prêmio Bravo! de Cultura.

Parênteses:

Fiquei 11 dias em São Paulo para cobrir/assistir/participar da 33ª Mostra Internacional de Cinema. 23 filmes em 10 dias. Visitei  várias livrarias e exposições paulistanas. Fui ao Sujinho comer batata-frita. E ao Piola tomar Mojito. E ao Sonique dançar música pop.    Tive o prazer de conhecer/conviver com a equipe do Estadão. Ganhei livros do Piza. Encontrei o Kotscho na fila do Reserva Cultural. Esbarrei com o Supla na Av. Paulista. Tive também a (imensa) honra de visitar e conversar com Hélio Campos de Melo, diretor da Revista Brasileiros – graças ao jornalista e amigo Mário José da Silva, que é parceiro de twitter e (foi) diretor de circulação e assinaturas da publicação.

Novembro: escrevi uma crônica esportiva sobre F1 (um dos meus vícios esportivos). Escrevi, escrevi e escrevi o projeto do TCC. Fiz provas inúteis. Comi muita pizza. E batata-frita do Mania´s. Gravei gavetas do Mix Cultural para o mês seguinte. Recebi telefonemas. Sumi em alguns finais de semana. Assumi, junto com a Marina Melz, a assessoria do artista plástico Nestor Jr. e do Estiloarte Ateliê.

Dezembro: já passou?!

Off

Agosto 16, 2009

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Por motivo de forças maiores (como vocês já devem ter percebido), o Releitura ficará sem atualizações por um tempo. Perdoem-me. Eu volto, prometo. Enquanto isso, minha sugestão é que vocês sigam minhas aventuras e sugestões de links da blogosfera no Twitter: www.twitter.com/laritietjen

Jornalismo em intensidade

Julho 21, 2009

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Escrevi sobre o 4º Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji para o portal Jornalirismo. O gentil convite de Guilherme Azevedo dispensa mais explicações. Por aqui, tudo ótimo. Obrigada.

ITAJAI-AFRICA e coisas mais.

Julho 6, 2009

Eu sei. Abandonei completamente o blog e sinto vergonha. Ando frustrada. A vida tão corrida, os trabalhos da graduação tão inúteis e estressantes, não consigo fazer mais nada direito. Os livros se acumulam, as revistas passam batidas, os feeds transbordam atualizações.  Certamente vocês já sabem que a maneira mais fácil de me encontrar é no twitter ou acompanhando os blogs Arte e Cultura Univali e Dança Univali, que atualizo diariamente. Sou uma estagiária dedicada. Ah! Podem me ouvir também no programa Mix Cultural, que vai ao ar toda quinta-feira na Rádio Educativa Univali (94,9FM). Perceberam? Quem paga minha mísera bolsa é a universidade, então vendi meus rins e minha inteligência a eles.

Bom lembrar que, amanhã (7 de julho), acontece a abertura da exposição ‘A Jovem Arte de Santa Catarina’ no Espaço Cultural, Hall da Biblioteca Central da Univali. Produção do setor onde trabalho, lindamente. O encontro será às 18h30min, com direto a apresentação de dança, música instrumental e pessoas super bacanas. As obras? Dos talentosos artistas plásticos Nestor Jr. e Bruno Bachmann. Su-pim-pa! Tem cartazes e convites circulando por toda a universidade. Vocês, leitores, são meus convidados.

Bom, vamos ao que interessa: este aqui é o mini-documentário que produzimos para a disciplina de Telejornalismo II. A proposta do professor é: vídeo de 1 minuto. O nosso é sobre a oficina de ritmos africanos do Conservatório de Música Popular de Itajaí. Espero que gostem e desculpem pela baixa resolução, o Youtube é uma boa-bosta.

Comentários, serão muito bem vindos.

Sempre eles (!)

Maio 31, 2009

Cá estou eu, para falar de livros (essa coisa de escrever em primeira pessoa é meio chata, não gosto. E vocês?). Acho que o Releitura está “especialista em generalidades livreiras“, neahm! Para falar a verdade não tenho lido muito, a correria das aulas e uns trabalhos loucos me sugam as forças. Chego exausta e só quero dormir. Ou chego, leio meia dúzia de coisas e durmo com o livro na cara. E…sobre o quê estava lendo mesmo? A concentração tirou férias de mim, certamente.

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Li e gostei. O Livro Amarelo do Terminal, de Vanessa Bárbara, é contagiante no texto e, especialmente, no projeto gráfico. O cenário que surge com o passar dos capítulos esmiuça a  rotina (e a vidas das pessoas) do (no) Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. A primeira obra jornalística lançada pela editora CosacNaify (chiquérrima, por sinal) é resultado do trabalho de conclusão de curso da jornalista, que hoje colabora para a revista Piauí. Leitura agradável e rápida. Vale a pena. Me identifiquei bastante com o estilo da narrativa, apesar de em certos momentos achar que tudo é bastante previsível.

Aliás, é bem parecida com a matéria que fizemos para a revista Palavra de Jornalista (ainda há exemplares?) no ano passado, sobre a Rodoviária de Balneário Camboriú — ainda sem saber da existência do livro, só pra deixar claro. O ‘livro amarelo’ passa de mão-em-mão lá na Univali, todos adoram. O Sandro (Galarrrrça) não deu a mínima!

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Comprei na promoção e nunca vi encomenda chegar tão rápido aqui em casa. Na madrugada de quarta, comprei. Na quinta demanhã estava empacotadinho e lindo na minha mesa (Saraiva subiu no meu conceito!).  Travessuras da menina má, muito prazer. Comecei a ler ontem e parei exatamente na página 50. A narrativa é interessante, e a personagem chilenita — que até agora já foi de guerrilheira à madame — gera curiosidade.

Mário Vargas Llosa é um autor de características marcantes. Pouco conheço seu trabalho, mas  as travessuras de sua menina, retratadas num cenário praticamente autobiográfico, é um ponto positivo para a leitura. Acredito que vários de vocês já leram, ou ouviram falar da obra, que foi destaque nas indicações de revistas e da blogosfera no final do ano passado. Quando terminar, coloco mais algumas impressões aqui no blog.

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Um tijolão. Abusado é  um livro que já passou pelos meus olhos algumas vezes, mas nunca terminei de ler. Pois agora estou no finalzinho! Ele foi, voltou, ficou de lado devido à referências para trabalhos de aula e etc. Porém, gostei bem mais de Rota 66, também do Caco Barcellos. É mais enxuto e realista. Mas a trama de Juliano VP e Cia. não deixa a desejar: alguns trechos são vibrantes e até engraçados.

Confesso que tenho uma certa dificuldade para ler os diálogos. Sabe cumé as trêta nos pico né cumpádi. Levo o dobro do tempo pra entendê-los. Mas isso não tira o crédito da obra (quem sou eu para julgá-la), que é mais uma forma de denúncia e retrato de uma realidade ainda escondida para a maioria de nós. Uma observação importante foi feira pelo Caco Barcellos no Diálogos Universitários-Blumenau: os matadores no Brasil, definitivamente, não são moradores de favelas ou traficantes. São os homens que estão no poder, de terno e gravata (ou farda).

Fico devendo pra vocês: 50 grandes ambientalistas, de Joy A. Palmer (Contexto); Globalização: as consequências humanas, de Zygmunt Bauman (Zahar); João do Rio: a alma encantadora das ruas (Cia de Bolso); Vidas Separadas pelo Mar, de Sheila Calgaro (Maria do Cais).

 

Conheça o NEFA

Maio 8, 2009

Como havia comentado há alguns dias, fiz um trabalho acadêmico de telejornalismo lá no NEFA — Núcleo Experimental de Formas Animadas e, aqui, está o resultado da primeira versão do material, que será utilizado em aula. Espero que vocês gostem, é uma espécie de mini-documentário (desculpem-me pela baixa resolução do Youtube). Vale lembrar que aí está faltando a ‘cabeça’ de apresentação do vídeo, que foi gravada em estúdio lá na Univali.

Daqui algumas semanas (eu espero!), terminarei um segundo projeto, que é um vídeo um pouco maior, estilo ‘instituicional’ do núcleo. Sugestões, críticas? Os comentários estão abertos à todos. Até!

::Visitem também o blog do Setor de Arte e Cultura da Univali.

Polêmica do Pulitzer

Abril 21, 2009

Anunciada ontem, a lista de vencedores do Prêmio Pulitzer me deixou com uma pulga atrás da orelha. Os trabalhos são belíssimos, dignos da premiação e reconhecimento. Fato. Textos inteligentes, bem apurados, leves, sensíveis e com redação impecável. Exemplos.

Aqui você confere a lista completa dos winners e aqui, você que não está com o inglês afiado, pode ler trechos dos respectivos trabalhos publicados na Folha Online. Se você for como eu, vai ler e já no primeiro parágrafo do primeiro texto vai pensar “Puta merda! Eu adoro escrever assim, mas é tão difícil (e se depender se certos editores impossível) encaixar essa prática onde trabalho+estudo. Até desanima!”.

Agora eu levanto uma questão para refletirmos juntos: nós jornalistas brasileiros que caímos na armadilha do hard news americano no século passado, ainda não temos capacidade de se desprender desse jeito quase enlatado e provinciano de escrever e lecionar o jornalismo?

Pelo menos é (só!) isso que me ensinaram nestes três anos e meio de graduação que passaram voando e, certamente, nos dois próximos semestres não será tão diferente. Um pouco, talvez, com o terror que é a aula de Jornalismo Literário — e a produção de um livro reportagem sanguinário. Quase uma sessão de terapia reversa, que faz a gente se sentir um lixo-repórterzinho. Com todo respeito e admiração que tenho pelo professor dessa disciplina, acho que deveriam ser trabalhos textos ‘palpáveis’ e acessíveis a nossa realidade. Não somente os (perfeitos e incontestáveis) autores como João do Rio ou Capote. E aquele pápápá de ‘quem faz a faculdade é o próprio aluno’ nem vem ao caso, porque basta olhar as minhas notas todas acima da média para pensar que estou super satisfeita e pronta pro mercado. Não.

Por isso falei no meu profile do twitter que encontrar trabalhos lapidados como os do Pulitzer no Grupo RBS, por exemplo, o  “sonho de consumo” dos estudantes catarinenses à lá Univali, é impossível. Eles fazem um trabalho limitado, repetitivo, pirâmide intertida e, ainda por cima, erram! Nessas horas, sinto falta do AN antes da incorporação ao grupo, que vez ou outra publicava textos excelentes. Aliás, até desisti de acompanhar o jornalismo impresso catarinense, pobre e fraco, na minha visão. Fico com as rádios. Um ou outra se dá o trabalho de apurar coisas diferenciadas do que saiu no Santa, AN, DC, Diarinho e afins.

Talvez um dos maiores problemas seja exatamente o período que passamos estudando para ter o diploma de Jornalistas. Há momentos que você aumenta o potencial criativo e de conhecimento técnico e teórico consideravelmente. Enxerga o fazer-jornalismo com maturidade. Cresce, respira, escreve e apura como ninguém. Já noutros, se vê desesperado tendo que cumprir os créditos de disciplinas com ementas desatualizadas, professores despreparados e pior ainda, meia dúzia de gente reclama e fica por aquilo mesmo. Céus! É broxante. Quantas horas perdidas, quantas oportunidades deixadas para trás…

Me sinto parada no tempo dentro da universidade. Não são discutidos temas atuais, abordagens dos jornais diários, deixas e interpretações feitas pelos jornalistas. Nada! Ou é um trabalho ‘burocrático’, ou algo desinteressante. Sem falar nas histórias e estórias de vida que somos obrigados a ouvir.

Vivo o jornalismo (aquele que eu quero!) na rotina, nos estudos extra-classe. É mais difícil, porque vou aos trancos e barrancos correndo atrás de ferramentas/leituras/aprendizagens que me façam sentir força para continuar assim. E por isso, aposto um picolé-de-coco que o Pulitzer de 2009 passará batido em qualquer uma das aulas da graduação. Mal sabem (professores e alunos) que saímos todos perdendo.

Expresse sua arte!

Abril 18, 2009

De algumas semanas para cá, tenho me envolvido bastante com as atividades do NEFA — Núcleo Experimental de Formas Animadas — uma das “casas da cultura” independentes mais bacanudas que já conheci. Ela transpira arte de todas as formas em um ambiente aberto à comunidade, sem preconceitos ou elitismo na relação (comum em Itajaí, infelizmente) entre os indivíduos de qualquer tipo de expressão artística.

Estar lá é perder a noção da hora, contemplar cores, formas, expressões. Refletir, bater bons papos e fazer descobertas — o tempo inteiro. Na quinta-feira fui até o novo endereço do NEFA (pertinho do Angeloni) gravar uma reportagem em vídeo que será apresentada na faculdade e, assim que finalizá-la, postarei para vocês (prometo!). Foi um momento agradável e de bastante aprendizado. Desde já agradeço imensamente o Cidval Batista Jr. e o Luis Melo, diretores da trupe, que receberam a gente de portas escancaradas. Senti sinceridade em cada gesto e palavra. Isso mexeu com minhas ideias borbulhantes artísticas, e foi muito bom!

Bom lembrar que o Wilson de Jesus e a Marcela Urbano, integrantes do elenco do grupo de teatro do NEFA, foram entrevistados no Mix Cultural há pouco menos de um mês, e vocês podem ouvir clicando aqui. Eu a-do-rei a gravação deste programa, foi uma semana após a minha estreia como apresentadora e não poderia ter sido melhor, ainda mais que celebrávamos a semana do Dia Mundial do Teatro.

Se você quiser visitar o NEFA, o endereço é Rua Eurico Adam, 118.  Uma rua sem saída, bem em frente ao portal de entrada do Angeloni. Fácil! O telefone para contato é 3349-6660.

Aos poucos vou voltando à programação (quase) normal aqui do Releitura. Sinto falta do blog, mas a vida ainda está um quebra-cabeça com muitas peças fora do lugar. 

Este é mais um post-enrolação

Março 28, 2009


# Míseros dois postezinhos no Releitura deste mês. Que vergonha, deus meu! G
ostaria de dizer pra vocês o quanto foi estressante terminar uns trabalhos acadêmicos e o quanto foi gratificante comprar uns livros pela internet. Que fui ao cinema depois de meses impossibilitada fisicamente de ir, que copiei uns 12 filmes e comprei mais 4, mas até agora não me sobrou tempo sequer pra ligar o computador e ficar ‘coçando’, imagine para assistí-los. Por falar em filmes, o blog do Merten me faz rir e refletir, o tempo inteiro. Que mundão temos pela frente para apreender!


# E as pilhas de papéis que acumulam-se em volta da minha mesa? E os ppts cretinos das aulas de Gestão e Adm em Comunicação? Um caos-organizado, com data marcada para terminar: loucura que deve durar o semestre inteiro (será?) de muita coisa pra fazer. De muitos remédios pra tomar e de muitas imbecilidades pra ouvir. Sem falar que passei a semana enlouquecida cobrindo uma pauta de economia e você pode me perguntar o que preferir sobre empregabilidade em Santa Catarina e as consequências mínimas da crise mundial em Itajaí. Na ponta da língua.

# Bom lembrar que fui mal atendida pela assessoria de imprensa do Porto de Itajaí (uma tal de Alexandra) que fez a super questão de ser mal-educada, ingnorante e despreparada para repassar qualquer tipo de informação sobre o local. Não foi somente uma vez, porque eu sou jornalista-brasileira e não desisto nunca!  Fiquei puta! e pensei, ’se fosse a Globo a vaca mal-comida ia lamber o cocô de quem precisasse pra matéria dar certo’. Nessas horas uma metralhadora ia bem.

# Toda quinta-feira às 20horas vocês podem me ouvir(sem cretinices) na Rádio Univali 94,9FM, apresentando o Mix Cultural ao lado de duas pessoas bacanas que compartilho bons papos lá no Setor de Arte e Cultura da Univali, Breno e Mariana. Aliás, o blog? Já visitou? Sim, lá eu atualizo, o tempo todo! Essa parte da rotina vai bem, obrigada. E como pude esquecer de comentar que conheci o Roberto Vieira? E como me divirto com os comentários dele nas manhãs de boa música na rádio? Su-ce-sso!

# Minhas CULTs, Brasileiros e ZUPIs chegaram, também. E as BRAVOs! da biblioteca ficam comigo o tempo que eu quiser — beneficio de estagiária. Após leituras seletivas, a literatura russa, os palavrões do Muricy Ramalho, as teorias de Zygmunt Bauman e a cultura pop-Obama, além dos papos de Oscar, especiais Euclides da Cunha e descobertas arquitetônicas, artísticas e de ilustrações fazem parte do meu mundinho.

# Sinto falta de ler Machado. E procuro indicações de bons romances. Enquanto isso, leio pela terceira vez A Sangue Frio, porque agora ele é tema de prova na aula de Jornalismo Literário e o professor certamente vai perguntar a cor-da-fivela-da-bota-do-Perry-um-dia-depois-do-crime. Sacou a importância? Unf. Prefiro João do Rio, e suas histórias do (sub)mundo brasileiríssimo.

# Estou bem cansada dos tijolinhos e das aulas repetitivas de tele e radiojornalismo. Já deu o que tinha que dar! E meu talento para produção de bons materiais está provado (modéstia, pouquíssima). Estou bem cansada do transporte coletivo da cidade, que não tem a mínima consideração com seus usuários e põe a disposição da população carros horríveis, dirigidos por gente mal-educada.

# Virei uma twitteira-seletiva. Descobri as funcionalidades da ferramenta e me irrito com os momentos ‘querido diário’ de alguns dos meus followers. Mas, na maioria das vezes, é que vocês vão me encontrar com mais facilidade. Pelo menos por enquanto. 

Besitos e comportem-se! 
Este post continua a qualquer momento…

Um viva!

Março 21, 2009

Se as coisas parecem inatingíveis, ora!
Não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos se não fora
a presença distante das estrelas.
Mário Quintana

 

Mário Quintana (o meu preferido — no momento) para celebrar o Dia Nacional da Poesia, que oficialmente foi comemorado na semana passada (14). Um brinde ao existencialismo de Drummond, ao lirismo de Manuel Bandeira, à poesia engajada de João Cabral de Melo e à rima letrista, quase ‘bossa nova’ de Vinícius de Morais…sem contar os muitos poetas anônimos e os da nova geração. Da mais simples rima e métrica, passando pelos grandes poetas da história brasileira, quando interpretadas, as poesias evocam diferentes sensações em toda a plateia. Por isso, tem atravessado gerações e continentes.

Ufa!

Março 9, 2009

Gente! Estou viva, mas completamente ocupada com outras mil coisas. Uma delas é o Setor de Arte e Cultura da Univali, que agora tem um blog (visitem!). Voltaram as aulas da fadiga na reta final da faculdade e faço todos os dias fisioterapia. Então é aquela correria, além do calor, ônibus lotado e blás (…) Estou lendo muitas (muitas!) coisas e penso o tempo inteiro nos posts pro Releitura, mas tempo para escrever que é bom, nada! Desculpem-me! E, como sempre, obrigada pela audiência. 

Quero voltar na semana que vem, quem sabe com um apanhado dos vários assuntos, matérias, textos que borbulharam na minha cabeça durante todo este tempo que passou.

Inté!

Mais um!

Fevereiro 25, 2009


De uma conversa no MSN, fui para num BLOG, ler as atualizações no TWITTER de um amigo e…deu vontade de brincar também! Como se não bastasse os mil feeds, emails, blogs, assessorias e atualizações de-tudo-e-mais-um-pouco que me tomam tempo todos os dias, agora eu também estou nesse mundo dos micro-blogs. Enquanto eu (ainda) descubro as utilidades da ferramenta, vou me divertindo com a rotina desse povo twitteiro. Aliás, essa é uma boa pergunta: qual a utilidade do Twitter para você, leitor?!

Bichinhos de Jardim: o blog!

Fevereiro 18, 2009

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Descobri num daqueles momentos “não tenho nada pra fazer” o blog de tirinhas Bichinhos de Jardim. É muito bacana, com o tipo de humor que me fez dar boas gargalhadas. Percebi que ele está no hall das famosidades e já apareceu entre os melhores blogs nacionais indicados pela revista Época. Chique, hein! A seqüência que ilustra este post é recente — uma das minhas preferidas. A personagem Maria Joaninha é sensacional! Fica aqui a dica, visitem!

“Quando era criança, uma das atividades preferidas da designer gráfica Clara Gomes, de 28 anos, era observar bichinhos no jardim. Era fascinada por formigas, borboletas e caramujos e os imaginava numa sociedade à parte. Na adolescência, começou a criar quadrinhos e escolheu os bichinhos como personagens. Começou a publicar os Bichinhos de Jardim no jornal Tribuna de Petrópolis, no Rio de Janeiro, há oito anos. Há dois, decidiu levá-los para a internet. Com o blog, ela publica mais. As histórias divertidas de Maria Joaninha (uma joaninha debochada), Caramelo (um caramujo que sonha ser astronauta), Brigite (uma borboleta patricinha), Mauro Minhoca, Meleca (um lagarto minúsculo) e outros mostram “seres insignificantes dialogando sobre questões insignificantes”, na definição da autora”. Revista Época

Cineclubes brasileiros: uma breve pesquisa sobre o circuito alternativo

Fevereiro 16, 2009


Este artigo é de minha autoria, em parceria com a blogueira-cinéfila Larissa Guerra. Autorizamos a reprodução do material, com a devida publicação dos créditos — por gentileza (e obrigação!).

GUERRA, Larissa V. ; TIETJEN, Larissa L.

Cineclubes brasileiros: o ressurgimento do circuito alternativo


Com pouco mais de um século, a arte cinematográfica é, certamente, uma das ferramentas mais eficazes de transformação da sociedade. Nos primórdios do cinema, quando os irmãos Lumiére lotaram os teatros parisienses para exibir pequenas projeções, pouco se acreditava que uma criação dos tempos modernos pudesse exercer tamanha influência no cotidiano do homem.


Nos primeiros anos de sua existência, a mistura de magia e tecnologia espantou apreciadores das artes, que estavam habituados às peças de teatro, óperas e exposições de consagrados pintores. O escuro da sala de projeção, tendo ao fundo o contínuo ruído do exibidor, firmou um sistema de produção que, anos depois, seria considerada a maior indústria de entretenimento do planeta: o consumo do cinema democratizou o acesso a um segmento cultural efervescente e, especialmente, transformou-se em distração fácil e barata para as populações.


Com a nova fase do capitalismo, marcada pela globalização da economia, o cinema se firmou como uma atividade comercial com alta expectativa de lucro no mercado. Criaram-se pólos de produção, como Hollywood, nos Estados Unidos, e Bollywood, na Índia, que repetem incansavelmente suas fórmulas de roteiro e elenco. Todas de sucesso. Exemplo disso são as séries de longas metragens que tratam de assuntos semelhantes, como filmes de aventura, comédias românticas e musicais.


O filme, enquanto espetáculo, na metade do século XX, teve um significativo aprimoramento de suas técnicas, com maior nível de realismo e facilidade de apreensão dos espectadores. As salas de projeção reuniram multidões em todo o mundo, e a linguagem desvinculada dos vícios teatrais abordava as tensões de uma geração mergulhada em crises, guerras e os primeiros suspiros da globalização.

 

 “Os cafés, circos e teatros foram os primeiros espaços destinados à projeção de filmes. O espaço de uso múltiplo era uma tradição e nele encaixava-se a última novidade. Algumas salas eram chamadas por Politeama, termo originalmente grego, polytheama, usado para designar um teatro destinado a apresentar vários gêneros de representação. Ironicamente, muitas dessas salas, em conseqüência do sucesso de público, teriam uso exclusivo para cinema. Em diversas cidades do Brasil, foi possível localizar até os anos 70, salas de cinema denominadas Cine Politeama” (LUCA, 2004, p.177)

 


Opondo-se a isso, nascem os Cineclubes, com a pretensão de mudar o processo ditado pelo sistema cinematográfico meramente comercial. No sul do país, os primeiros clubes de cinema alternativo surgiram em meados da década de 1940, no Rio Grande do Sul. E, desde a década de 1950 há registros de atividade cineclubista em Santa Catarina. Eles cresceram paralelos à atividade do cinema comercial que, de maneira cada vez mais rápida, adaptava-se às novas tecnologias do mercado.

 

“Os clubes de cinema nasceram como uma forma alternativa do Cinema sobreviver à televisão, pois em meados do século XX, principalmente após a Segunda Guerra, as grandes exibições cinematográficas estavam aos poucos perdendo interesse do grande público, com exceção de alguns grandes filmes (…)” (FERREIRA apud LEBER, 2008, p. 231)

 


Na visão de Ravanello (2006) “podemos verificar uma preocupação no sentido da formação cultural e política dos próprios cineclubistas, como requisito para a sua, digamos, função de agentes subversivos”.  O autor explica que, além das sessões de cinema, os cineclubes também promoviam outras atividades tendo como finalidade a transmissão de informação cinematográfica, cultural e política.  O que confirma o raciocínio dos apreciadores e estudiosos do cinema alternativo, que no ponto de vista de Ravanello, revela que, em alguns períodos, estes clubes se confundiam com movimentos sociais crescentes, pois eram práticas estreitamente ligadas a uma vontade de articulação tanto de protesto quanto de discussão propriamente cinematográfica.


Já na segunda década do século XX, havia insatisfação com os modelos estabelecidos pela indústria do cinema. Seus entusiastas estavam decepcionados com a submissão das organizações às regras de estúdios e distribuidores, revoltados com a censura e preocupados com a afirmação de um cinema nacional que retratasse culturas e modos de vida diversos, ao contrário do espetáculo armado, alienador e excludente que estampava milhões de telas. Esse descontentamento fez com que, pessoas em todo o mundo, procurassem alternativas viáveis de apreciação da já consagrada sétima arte.

 

“Entendendo que um filme deve explorar a função de divertir e ser um veículo promotor de cultura, informação e conscientização, além de, necessariamente, ter de ser acessível a todos, os cineclubes surgem propondo um novo modelo: comunidades formadas por alguma relação social se organizam acerca da escolha e da avaliação de filmes, dos processos de exibição e até dos processos de produção.” (RAVANELLO, 2006)

 

           
Nessa perspectiva, fica visível a influência da imagem e do som como ferramentas de educação, formação histórica e informacional que interagem com a gênese humana. Busca-se uma relação entre a concepção da sociedade pensante com a inquietação das novas questões do mundo moderno. Entra em cena a produção do cinema-identidade de grupos que fazem uso da razão para demonstrar aos olhos múltiplos das pequenas platéias a existência de cada um: objeto e observador.

 

 “(…) entramos em uma nova etapa histórica que tem, para a humanidade, grandes repercussões sociais, intelectuais e religiosas. Passamos vertiginosamente de uma civilização verbal para uma civilização visual e auditiva. É esse caminhar do inteligível ao sensível que está caracterizando o novo processo cultural que vivemos”. (GUTIÉRREZ apud LEBEL, 2008, p. 227)

 


É importante salientar que, independente da circunstância e local que o filme será assistido, os cineclubistas devem considerar que há a necessidade de adequá-lo à proposta desejada. Para Modro (2006) é fundamental que os objetivos desejados com a devida exibição estejam claros e, além disso, traçadas maneiras de como alcançá-los. O autor lembra outro fator para ser levado em conta: a cultura cinematográfica dos espectadores — que pode variar de jovens com idade escolar à idosos apreciadores das artes —,  já que filmes complexos demandam de um raciocínio mais desenvolvido e produzem bens simbólicos para a reflexão da realidade.

É curioso observar que, Leia o resto deste artigo »

100 mil

Fevereiro 16, 2009

100
O Releitura registrou nesta semana a marca de 100 mil visitas. Fica aqui o meu sincero agradecimento aos leitores, amigos e incentivadores, que de alguma maneira colaboraram para que este espaço continue firme, (mais ou menos) atualizado e conquistando cada vez mais audiência/reconhecimento.

São 240 posts, 344 comentários, 81 categorias.

Eu não havia percebido que a marca estava próxima e, justamente nesses dias que se passaram, estava pensando no ‘projeto editorial’ do espaço. Estou um pouco cansada de tudo. Quero mudar, nem que seja aos poucos. Coisas inéditas, construção de conhecimento coletiva. Aceito sugestões! Talvez o período de férias — que está no finalzinho, já! — não foi da maneira que eu projetei e o resultado (negativo) está se refletindo aqui no blog: muitas ideias borbulhando na cabeça e…dificuldade para escrever posts. Mas isso passa (eu espero!).

Ele é o cara!

Fevereiro 12, 2009

darwin

Palmas para o bicentenário de Charles Robert Darwin.


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