Essa moda pega (!)

By Larissa Tietjen

  Estou bem feliz. Voltei a rotina. Visito vários blogs e sites por dia. Leio de tudo, vou selecionando algumas coisas, adiciono na minha “lista de coisas para comentar no meu blog”. Algumas idéias são esquecidas, outras vão se construindo e, as especiais, são instantâneas.

  Lendo o Pensar Enlouquece, Pense Nisso lembrei imediatamente do meu companheiro de colégio e agora acadêmico de publicidade, Gui. Ah! E meu sócio na construção de projetos revolucionários. Pois então, lá vai a novidade, que parece se encaixar perfeitamente nos nosso planos:

  Entrará no ar dia 1º de agosto um novo projeto do grupo Abril, o canal de televisão Fiz.TV. A proposta visa conciliar Internet e Televisão. É bem legal, olha só: qualquer cidadão comum que queira enviar um vídeo, por intermédio do site, pode ter seu trabalho veiculado na programação da TV. Os vídeos mais votados no site — que passarão por certas restrições (você já pode morrer de dar risada, tem cada coisa!) —, irão ao ar na grade que, a princípio, terá 4 horas inéditas por dia, com reprises em blocos. Os autores das produções exibidas serão remunerados (nada que possa te deixar rico) e podem curtir seus vídeos na TVA, única operadora de canais por assinatura que transmitirá o Fiz.TV (por enquanto).

   Na última sexta-feira, dia 29 de junho, o pré-lançamento do projeto recebeu os blogueiros mais conhecidos do Brasil. Segue uma lista com alguns comentários dos convidados, com link para seus respectivos blogs e posts sobre o evento. (*) Para os que valem a leitura na íntegra.

 (*) Gustavo Jreige    O jornalismo, claro, também está presente , com o “Fiz.Notícia” que, obviamente, receberá notícias dos internautas. Isso não foi dito na apresentação, mas o Marcelo me explicou como funcionará esse que pode ser o primeiro telejornal colaborativo da história da TV: O usuário manda o vídeo para o site e os editores do canal (sim, eles também selecionarão os vídeos por conta própria) podem utilizá-lo, caso quente e factual, mesmo sem passar pelos procedimentos básicos (como o processo de votação e o ranking, onde só um Chuck Norris colocaria um vídeo com tanta facilidade na televisão). Ou seja, o vídeo vai para a TV mesmo sem ninguém ter votado nele, para que não perca seu valor-notícia. Compromisso com a informação? Mais ou menos, e é isso que me deixa preocupado.

   Tal pressa para veiculação é mais ânsia e euforia pelo conceito de notícia ágil e fresquinha do que comprometimento com o jornalismo e suas premissas básicas, como a checagem. Como não passará necessariamente por processo de votação, a notícia precisaria de um jornalista (um profissional do jornalismo) para checá-la. Não terá. Segundo Marcelo, os vídeos serão veiculados e, caso algo muito errado vá ao ar, eles podem “desmentir no dia seguinte, ou até mesmo no dia!”. É pouco, muito pouco. Imagina só a quantidade de besteira que pode ir ao ar? Temo que seja um desserviço ao jornalismo colaborativo, que caminha a duros passos para conquistar credibilidade no Brasil.

    Tiago Dória  No final das contas, o pré-lançamento virou um encontro típico de blogueiros, regado a pizza, cerveja e muito bate-papo sobre tecnologia e mídias, que terminou lá pela meia-noite.

     Luiz Jeronimo  E nesse emaranhado de conteúdo colaborativo, vejo que algumas celebridades instantâneas poderão prolongar, e muito, seus 15 minutos de fama. Afinal, o canal conta com uma espécie de ranking e contribuintes mais ativos (…)

     (*) Carlos Cardoso  Mas caracoles, um programa em um canal de TV por assinatura NUNCA tem o mesmo alcance que um vídeo no YouTube. Verdade, mas se você soltar fotos da sua prima pelada no IRC não vai chegar aos pés da credibilidade de mostrar uma Playboy com ela na capa. Manjou a diferença? Chama-se credibilidade. Subir vídeo pro YouTube é fácil. Qualquer idiota sobe vídeos pro YouTube. Eu subo vídeos pro YouTube. Difícil é convencer alguém a assistí-lo. É como blogs. Todo mundo lê nossos blogs. Passe a cobrar, veja quanta gente fica.

     Renê Fraga (…) oferecendo algo adicional para os produtores de videos e com o poder de  abranger assim um segmento que o próprio YouTube e relacionados não podem oferecer.  No video institucional exibido no evento, a canal será bem dinâmico e deve conquistar os telespectadores do canal por assinatura.

     Carlos Merigo A apresentação do canal foi feita por Marcelo Botta, gerente de conteúdo do FIZ, que explicou que a idéia não é engarrafar o conteúdo da internet, e sim promover um espaço e dar visibilidade para quem cria os vídeos, sejam adolescentes “jackass”, cineastas amadores, produtores independentes e criativos em geral.

     Pat Barcelos  (…)o cara manda o vídeo, que é votado pelos internautas no blog e os melhores serão exibidos nos programetes do canal que será lançado na TVA: Fiz Clipe, Fiz Notícia, Fiz Humor e Fiz Anima.

     (*) Rosana Hermann  O mais legal é que os usuários, conforme forem enviando, produzindo e etc, vão subindo numa hierarquia até chegar ao grau máximo, chamado Chuck Norris. Adorei isso. O Chuck Norris pode tudo, até ter sua própria programação.

     Phelipe Cruz Era muita gente falando pelo cotovelo. É o que acontece quando um bando de blogueiro se reúne.

    Renata Honorato (…) o encontro foi mais um belo motivo para provar que existe, sim, vida fora da web (rs) e, claro, existem pessoas fantásticas por trás das URLs adicionadas ao “Favoritos”.

 

3 Respostas para “Essa moda pega (!)”

  1. Guilherme Luiz Diz:

    uuuuuuh… Agoraa siiiim… hahahah
    To fazendo um vídeo de portifólio só com as minhas festas…
    qlqr hra te mostro um preview… E ql videozinho vamo fazeeeer ein?
    huiahauihauia
    Imagina nós na tv… haiuhauia
    Q buniiito…
    Beijos sócia

  2. Gustavo Jreige Diz:

    Opa, obrigado pelo link e pela recomendação!

    Fiquei curioso: quais são os seus projetos?

    Beijo

  3. Fabio Diz:

    quero aprender a fazer uma apresentação de fotos e incluir uma música minha e mandar pra um formato válido para por no youtube

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