Posto aqui o link e reproduzo o texto da Marina Fiamoncini, que diz exatamente o que eu sinto. A Marina é acadêmica de jornalismo do 5º período de Jornalismo, na Univali. Tá, virei fã mesmo.

Nescau de caixinha, Danoninho e Passatempo pela manhã e batata frita no almoço só me fazem lembrar de calorias e gordura trans. Alguma coisa está errada! Ninguém aparece para me obrigar a ir à aula quando eu só queria dormir mais cedo abraçado com o meu Snoopy de pelúcia. E ninguém foi explicar pra professora que eu faltei porque estava com febre.
O medo de dormir sozinha não é o suficiente para que eu chame a minha mãe e um pesadelo cheio de monstros e fantasmas não é assunto para discutir com os colegas de trabalho. Mas ao redor da caixa de areia seria eu garanto!
Os amigos de infância não contam como referência para o novo emprego. Uma pena, porque eles falariam muitas coisas legais a meu respeito. Inclusive como sou criativa para elaborar estratégias de desenvolvimento e simulação de habitat nas brincadeiras que inventávamos.
Trocar de escola várias vezes e pintar as paredes de casa com giz de cera não contam como experiência. Tirar nota baixa não é motivo para temer um castigo, nem a adrenalina do boletim existe mais. E não pense em ler gibis – eles só mostram o quanto você é desinteressado.
Todo mundo vai comentar se você colocar a roupa mais confortável que tiver, que por coincidência é aquela que menos combina, que tem em cada peça uma cor e estampa diferente. Ir ao cinema ver “Irmão Urso” sem um primo de cinco anos ao lado é estranho. E não pense em vibrar com a história junto com as crianças menores que você.
Sorte daqueles que podem soltar pipa e brincar de bate-manteiga num dia como esse. Mas, e como ficam aqueles que precisam aproveitar o feriado para organizar as coisas que não conseguiram fazer durante a semana? Ser criança hoje em dia é um desafio, ainda mais quando não se tem nem mais idade para isso.
Outubro 12, 2007 ás 9:14 pm |
aaaaaaaah que legal que você está difundindo a arte de ser criança adulta!
hahaha
beijooooooooos
Outubro 14, 2007 ás 8:27 am |
Como diria Oscar Wilde, “Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe”. Estou muito feliz que vou ter um filho, pois vou poder usá-lo como desculpa para fazer um monte de coisas que não posso mais fazer pois já sou “adulto”… já estou até vendo:
-”filho, vamos soltar pipa?”
- “ah pai, não estou a fim…”
- “tem certeza, meu filho? Olha, já tá tudo aqui… linha, rabiola, cerol… é só ir lá fora.”
- “agora não… estou assistindo a Xuxa.”
- “ahhh… vamos lá… é só um pouquinho”
- “bom, vai indo que eu já vou… ou então chama o Joãozinho, meu amigo. Garanto que ele quer ir. Agora me deixa que ela vai cantar Xu-Xucão!!!”
hehehe… meu filho terá a missão de acalmar esta criança há muito reprimida dentro deste meu corpo de adulto. Tadinho, já nasce com uma responsabilidade.
Outubro 14, 2007 ás 8:11 pm |
Brinquei demais com minhas primas ontem, foi beeem divertido.
=**
Outubro 15, 2007 ás 10:54 am |
Amei o texto, a Marina escreve super bem.
E como publicitária, tenho que dizer que adorei a imagem também, hahaha
:D
Outubro 16, 2007 ás 10:48 am |
Tive que vim conferir o texto que tu falo…hehehe
realmente o texto da Fiamonça é muito legal.
mas passei aqui também para dizer…
Que te AMOOOOOOOOOO
bjus Inha linda