
Fui gentilmente convidada para hoje, dia 10 de dezembro, reforçar entre meus escritos uma causa que por aqui não é novidade: a luta pelos direitos de cada cidadão, em todo o mundo. A Campanha “Direitos Humanos: um mundo, uma vida” reúne cerca de 80 blogs, nacionais e internacionais, numa corrente de posts que trata deste tema que afeta a todos nós, todos os dias — ou pelo menos, deveria. Caso você se identifique com a causa, não deixe de lembrar este dia no seu espaço virtual. Pode ser no Orkut, no próprio Msn, Fotolog. Mande um email para algum amigo, leia uma notícia sobre o assunto, comente na faculdade…sinta, interaja!

Então, para começar, fique sabendo que há exatamente 59 anos a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, sem dúvida um dos documentos mais importantes da história da ONU. Na época, o presidente da assembléia, Herbert Evatt, declarou que a iniciativa marcou o “início de uma nova era em benefício ao progresso e da paz internacional”.
Hoje, a gente sabe que a história é bem diferente. Os últimos cinqüenta anos do calendário mundial foram marcados por desapego à consciência fraterna do ser humano. Na cega caminhada pelo progresso, as ciências e as tecnologias deixaram em segundo plano os mínimos cuidados com os próprios cidadãos, frágeis, que integram a sociedade — ou poderia dizer que foram excluídos da aldeia global?
As pessoas ainda passam fome. As mulheres são discriminadas. Os índios estão abandonados. As favelas aumentam numa contradição urbana inacreditável. Os meios de comunicação noticiam o que bem entendem. Os homens que trabalham de sol a sol ganham míseros reais que mal alimentam seus filhos. A violência governa comunidades inteiras. As crianças não têm acesso à educação básica. Os pais sobrevivem numa selva de preocupações e irresponsabilidades sociais.
Não é preciso ir muito longe para enxergar um mundo desigual. O Brasil é o país dos desacordos. Em 1948, porém, o delegado brasileiro da ONU, Austragésilo de Athayde, proclamou a importância do reforço aos direitos humanos: “Confiamos em que o projeto de declaração será o arauto de uma nova era de liberdade e justiça”. Infelizmente, a humanidade não marchou, nem conquistou estilos de governos que favoreçam os seres humanos.
Dezembro 12, 2007 ás 10:20 am |
Foi, como você citou, um arauto. Para que o momento no qual o arauto surge se converta no momento da glória suprema, nós também devemos agir.
E foi nesse espírito que esta campanha de clogagem coletiva surgiu e, com esse mesmo espírito de ação contínua que lhe quero agradecer a presença.
Muito obrigado!