
A produtora do filme Linha de Passe, que estreou ontem no Brasil sob o comando dos cineastas Walter Salles e Daniela Thomas, irá compensar toda a emissão de gás carbônico que produziu durante as gravações do longa-metragem, com o plantio de três hectares de floresta no parque estadual da Pedra Branca, zona oeste do Rio de Janeiro.
O gás carbônico é o principal responsável pelo aquecimento global. Segundo dados publicados na Folha de São Paulo, cada um destes hectares será capaz de absorver em média 380 toneladas de carbono por ano, o que neutraliza não só a emissão do gás durante esta produção da Videofilmes, mas também seus projetos futuros.
“O fato de o cinema ser uma atividade cultural não o isenta de responsabilidades em outras áreas. Poluímos como qualquer outra atividade, porque utilizamos meios de transporte para levar os equipamentos e buscar atores, utilizamos eletricidade e química para revelar o negativo etc.”, explicou Walter Salles. “Para parafrasear [o filósofo Jean-Paul] Sartre, a gente sempre tende a achar que o inferno é o outro. Na verdade, nós somos parte do problema.”
Walter e Daniela: infalíveis
Linha de Passe é a terceira produção da parceria Walter Salles e Daniela Thomas. A fórmula, pelo visto, é de sucesso! Os longas Terra Estrangeira (1995), O Primeiro Dia (1998) e a direção de um dos curtas-metragem da série Paris, Te Amo (2006) afinaram a sintonia entre a dupla, que este ano mergulhou no universo dos jovens da periferia.
Você confere aqui uma entrevista bem completa sobre a produção do filme e a nobre parceria. Além disso, aqui você lê a crítica super otimista do Omelete. Gostei!
Setembro 7, 2008 às 5:22 pm |
Sempre vejo essse ímpetos ambientalistas com maus olhos. É algo que realmente precisa ser feito, mas nao gosto dessa propaganda toda, esse barulheira ao estilo “siga meu exemplo”.
Eu gosto de Walter Salles. Talentoso.