Sempre eles (!)

By Larissa Tietjen

Cá estou eu, para falar de livros (essa coisa de escrever em primeira pessoa é meio chata, não gosto. E vocês?). Acho que o Releitura está “especialista em generalidades livreiras“, neahm! Para falar a verdade não tenho lido muito, a correria das aulas e uns trabalhos loucos me sugam as forças. Chego exausta e só quero dormir. Ou chego, leio meia dúzia de coisas e durmo com o livro na cara. E…sobre o quê estava lendo mesmo? A concentração tirou férias de mim, certamente.

livroamarelo
Li e gostei. O Livro Amarelo do Terminal, de Vanessa Bárbara, é contagiante no texto e, especialmente, no projeto gráfico. O cenário que surge com o passar dos capítulos esmiuça a  rotina (e a vidas das pessoas) do (no) Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. A primeira obra jornalística lançada pela editora CosacNaify (chiquérrima, por sinal) é resultado do trabalho de conclusão de curso da jornalista, que hoje colabora para a revista Piauí. Leitura agradável e rápida. Vale a pena. Me identifiquei bastante com o estilo da narrativa, apesar de em certos momentos achar que tudo é bastante previsível.

Aliás, é bem parecida com a matéria que fizemos para a revista Palavra de Jornalista (ainda há exemplares?) no ano passado, sobre a Rodoviária de Balneário Camboriú — ainda sem saber da existência do livro, só pra deixar claro. O ‘livro amarelo’ passa de mão-em-mão lá na Univali, todos adoram. O Sandro (Galarrrrça) não deu a mínima!

travessuras1
Comprei na promoção e nunca vi encomenda chegar tão rápido aqui em casa. Na madrugada de quarta, comprei. Na quinta demanhã estava empacotadinho e lindo na minha mesa (Saraiva subiu no meu conceito!).  Travessuras da menina má, muito prazer. Comecei a ler ontem e parei exatamente na página 50. A narrativa é interessante, e a personagem chilenita — que até agora já foi de guerrilheira à madame — gera curiosidade.

Mário Vargas Llosa é um autor de características marcantes. Pouco conheço seu trabalho, mas  as travessuras de sua menina, retratadas num cenário praticamente autobiográfico, é um ponto positivo para a leitura. Acredito que vários de vocês já leram, ou ouviram falar da obra, que foi destaque nas indicações de revistas e da blogosfera no final do ano passado. Quando terminar, coloco mais algumas impressões aqui no blog.

abusado

Um tijolão. Abusado é  um livro que já passou pelos meus olhos algumas vezes, mas nunca terminei de ler. Pois agora estou no finalzinho! Ele foi, voltou, ficou de lado devido à referências para trabalhos de aula e etc. Porém, gostei bem mais de Rota 66, também do Caco Barcellos. É mais enxuto e realista. Mas a trama de Juliano VP e Cia. não deixa a desejar: alguns trechos são vibrantes e até engraçados.

Confesso que tenho uma certa dificuldade para ler os diálogos. Sabe cumé as trêta nos pico né cumpádi. Levo o dobro do tempo pra entendê-los. Mas isso não tira o crédito da obra (quem sou eu para julgá-la), que é mais uma forma de denúncia e retrato de uma realidade ainda escondida para a maioria de nós. Uma observação importante foi feira pelo Caco Barcellos no Diálogos Universitários-Blumenau: os matadores no Brasil, definitivamente, não são moradores de favelas ou traficantes. São os homens que estão no poder, de terno e gravata (ou farda).

Fico devendo pra vocês: 50 grandes ambientalistas, de Joy A. Palmer (Contexto); Globalização: as consequências humanas, de Zygmunt Bauman (Zahar); João do Rio: a alma encantadora das ruas (Cia de Bolso); Vidas Separadas pelo Mar, de Sheila Calgaro (Maria do Cais).

 

Deixar uma Resposta